... de tão sensível que era, que até o
coaxar dos sapos lhe fazia chorar.
Disseram-lhe tola, por que só ela viu a
lua por de trás daquela nuvem. Só ela sentiu o vento frio do inverno e se
molhou quando a chuva caiu. Apaixonou-se tantas vezes: pelo mar, pelas águas,
pelas areias no deserto, pelo verde das florestas e pelo universo. Por que seu
coração era sincero e acreditava em tudo que diziam.
Quem
dera fosse verdade, ela não teria chorado como uma boba, tantas noites sozinha.
Feriu-se muitas vezes e se permitiu sentir a dor sem desejar fugir e mesmo
quando sangrava achava lindo. Sentia que estava viva. E todos lhe perguntavam,
por que ela continuava acreditando que houvesse honestidade que toda a beleza não
fosse uma farsa e os sorrisos uma máscara.
Ela disse que confiar não era uma opção, se
não fosse assim, nunca saberia o que era a verdadeiro ou não. Só existe uma
vida e viver é tão bom. Quando chegasse à morte não teria que lamentar o final de uma
vida inútil. Só desejava descansar sem culpa pelos dias desperdiçados, ou pelos momentos que deixou de viver e os sentimentos que nunca descobriu, por medo de
ser muito humano. Ela só queria amar plenamente, correndo todos os riscos da perfeita entrega, mesmo que para os outros parecesse patético.

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