domingo, 6 de dezembro de 2015

Venho por meio desde, convidar a todos para o lançamento da obra na qual estou participando como autora. O lançamento será em São Paulo, no espaço Scortecci, dia 12 de dezembro.
Saudações: Andréia F Pinheiro.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

DESALENTO

Por que tu ama aquilo que te causa dor
Por que tu chora tantas noites sem calor
Por que aflige teu coração com desespero,
Se quem tu ama nem poderia sabê-lo
Assim fenecerá tão rapidamente 
 ]Cultivando lágrimas que queimam a tua face
 Sobrevivendo nas ruínas de um tempo
Na sombra de um amor demente
Quão bonita foste em um passado não muito distante
Quando havia alegria em teu semblante
Quando sorria por qualquer motivo
Quando rejeitava tantos versos que lhe ofereciam
Ainda que sejam muitos, os pesares em teu coração,
nunca deixe que tirem de ti, o amor de si mesma.



sábado, 28 de novembro de 2015

Meus olhos, agora tão opacos.
Destruídos pela miséria do tempo.
Confinados sob a luz de algum encantamento,
que só eu pude ver, enquanto havia esperança.

Cansada fiquei, de amar e nunca receber em conta,
de desperdiçar meus dias, vivendo de lembranças.
De como fomos felizes em algum passado longínquo.
Quando ainda me olhava nos olhos, e dizia, te amo.

Naquele tempo...
Sequer haveria dor...
Sequer haveria lágrimas...
Sequer haveria sofrer...

Diga-me então , que sentido eu encontraria na morte?
Se o amor que é tão vivo, morreu para ti, depois em mim e para ambos .
O quão negligente fui comigo mesma, de esperar devoção recíproca.
Se até o que é doce, de tão doce, também emareia.



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

É fácil ganhar um amigo em uma hora, difícil é mantê-lo por toda a vida.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Eu sei onde posso encontrar respostas, embora, não suporte conhecê-las.
Sei bem como fingir, tornei-me muito boa nisso.
Sei como magoar, sei como mentir. E ainda machuco a mim mesma.
Meu bem, eu sei de tudo...Também sei deixar você sozinho.
A noite está quase acabando.Tenho contado os minutos todos os dias.
Será que alguém ouviu qualquer coisa insana entre os lábios flácidos?
Será que alguém percebeu palavras de aflição entre sonhos lindos?







terça-feira, 22 de setembro de 2015

Noite triste

O que espera de mim, noite triste?
Que trema de frio no inverno de meu coração?
Ou que sinta o sabor amargo de minhas lágrimas?
Já não foi o suficiente o que me fizeste sofrer ?
Não te conformas com nada ?
Tem que levar embora também minhas ilusões?
Não, noite triste! 
Quanta injúria parece conceber-me!
O que ainda espera de mim, nessa noite?
Que sinta o opróbrio do que perdi  ?
Ou que lamente a falta do que nunca possui de verdade ?
Quer fazer jazer minha lucidez ?
Não te basta o meu desalento?
 Quer também me abater?
Tu bem sabe que já sangrei tantas vezes sem me deixar vencer.
Foste testemunha de tantos ultrajes que acabaram por secar meus olhos.
Não, noite triste! 
Não fui feita para ser prisioneira de minhas tristezas.
Conforma-te com o que tem. 
Não te darei minha razão!





terça-feira, 1 de setembro de 2015

Eu sempre tive medo de acordar desse sonho estranho chamado realidade e perceber que nunca estive aqui, sempre estive olhando minha vida através de mim, como um ser invisível, inacreditável.  Tive medo de ver tudo diferente, de ser diferente dos outros. Ou de estar constantemente questionando minhas limitações. Mas, não quero usar minha condição de mulher como desculpa para nunca lutar por nada. Sempre tive medo de nunca descobrir quem sou, por que estou me reconstruindo todos os dias. Medo de viver essa constante insatisfação com o dia de hoje. Medo de esperar muito mais da eternidade do que o futuro pode me proporcionar. Medo de desperdiçar uma vida inteira sem nunca encontrar um amor verdadeiro. Viver buscando algo que posso não encontrar. E no fim de tudo, apenas desaparecer, como se nunca estivesse existido.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

(...) Entre tantas coisas que acreditava , pensei que soubesse. Percebi que não sei nada, quando me vi confrontando meus valores, tantas e tantas vezes propagados, construídos entre folhas e papéis, livros e escritos. Por que poderia ter tanta certeza que estivéssemos certos, se tudo que vemos é superficial. E tudo que não vemos é o que precisamos descobrir de verdade. Olhar para o outro e esquecer a carapaça forçada. Despir-se de si mesmo, para esquecer todos os nossos falsos julgamentos. Desnudarmos nossa consciência manipulada. Admitir nossa condição de miseráveis ignorantes. E que a vida é uma constante aprendizagem. A verdadeira sabedoria, liberta, não subjuga e não condena. Precisamos olhar o mundo como no primeiro dia da criação. Onde tudo era apenas um rascunho na consciência. E tudo era lindo. Pois existia perfeição na indefinição das formas. Uma forma fazia da existência ignorada. Somente as escuridão existia e também era linda, por que através dela surgia a luz. Não existia a distinção de definição da forma. Logo, não havia rejeição, por que nada era nomeado. Nomear é também limitar-se.  Quando vamos de encontro ao desconhecido nossa consciência está livre para descobrir por si mesma. Essa é a circunspecção liberadora da humanidade.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Vivi a vida procurando a pessoa certa e deixei escapar tantas pessoas que poderiam ter me feito feliz.



terça-feira, 14 de abril de 2015

Minha linguagem


Perdi o meu gosto de ser gente,
como espécie humana vivendo em sociedade. 
Vivo no meu isolamento temporário. 
Por que olho e não reconheço.
Escuto e não entendo. 
As pessoas vivem de qualquer jeito e rejeitam tudo que não conhecem.
Estão apenas negando o reflexo de si mesmos.
Eu gosto do novo mesmo que não suporte sair do meu cotidiano. 
Prefiro o que ainda não entendo, 
do que já sei tão previsível. 
Prefiro ser esse bicho, solto, livre e selvagem. 
Descobrindo meu jeito de ser humano,
criando a minha própria linguagem.



sábado, 11 de abril de 2015

... de tão sensível que era, que até o coaxar dos sapos lhe fazia chorar.
Disseram-lhe tola, por que só ela viu a lua por de trás daquela nuvem. Só ela sentiu o vento frio do inverno e se molhou quando a chuva caiu. Apaixonou-se tantas vezes: pelo mar, pelas águas, pelas areias no deserto, pelo verde das florestas e pelo universo. Por que seu coração era sincero e acreditava em tudo que diziam.
 Quem dera fosse verdade, ela não teria chorado como uma boba, tantas noites sozinha. Feriu-se muitas vezes e se permitiu sentir a dor sem desejar fugir e mesmo quando sangrava achava lindo. Sentia que estava viva. E todos lhe perguntavam, por que ela continuava acreditando que houvesse honestidade que toda a beleza não fosse uma farsa e os sorrisos uma máscara.
Ela disse que confiar não era uma opção, se não fosse assim, nunca saberia o que era a verdadeiro ou não. Só existe uma vida e viver é tão bom. Quando chegasse à morte não teria que lamentar o final de uma vida inútil. Só desejava descansar sem culpa pelos dias desperdiçados, ou pelos momentos que deixou de viver e os sentimentos que nunca descobriu, por medo de ser muito humano. Ela só queria amar plenamente, correndo todos os riscos da perfeita entrega, mesmo que para os outros parecesse patético.




terça-feira, 7 de abril de 2015

Quem sabe daqui um milhão de anos nossa evolução seja asas. Assim, eu poderia voar, sem ter que esconder as minhas de ninguém.



Alguém me disse que comi um livro...
“Comi um livro?”, perguntei, indeciso.
“Devorei”, respondi.
Saboreei o fruto proibido...
Meus olhos se abriram...
Eu enxerguei....
Quanto perigo existe no conhecimento.
A ingenuidade só é preciosa para aqueles que têm o controle.
Quanto tormento existe na verdade.
Disseram que fui expulso do paraíso...
Quem lhes disse que quero ficar numa terra de cegos?
Então, eu vi tudo ao meu redor: fome, miséria, tormento e solidão.
Eu compreendi, nós ainda estamos nus.
Andei pelo mundo, conheci a dor e as tristezas.
Chorei nas noites, sentindo o abandono de tantos órfãos.
E sofri as dores de todos os partos,
das crianças esquecidas nessa terra, árida.
Tive saudade da minha inocência.
Naquele tempo que eu não sabia de nada.
Meus olhos continuaram a abertos.
Nunca mais fecharam, nem para dormir.
Recebi o castigo pela minha curiosidade.
Estava condenado ao inferno do saber.
Saber de tudo e ter que calar, saber de tudo e apenas ver.






segunda-feira, 6 de abril de 2015

Algumas pessoas metem tão bem que acabam acreditando em suas falsas verdades.


domingo, 5 de abril de 2015

Verdade que podem até me ver morrendo de amor, mas nunca implorando pra alguém ficar comigo.


quarta-feira, 1 de abril de 2015


  Eu sou essas frases incompletas que ninguém sabe onde vai terminar. Sou essa personalidade inquieta. O desejo de ser tudo. O caminho indefinido. Aquela estrela que cansou de brilhar, por que a beleza maior está ofuscada aos olhos cegos de quem sempre procura as mesmas fórmulas.
  Eu sou a escuridão, o perigo, as curvas que se modificam, a indecisão de arriscar. Sou o neutro. O desejo de questionar o colorido. As mãos que deslizam, criam e modificam. Os lábios que se tocam. Os corpos que se entregam. Sou a cara limpa sem pinturas. A alma penada que vaga a procura do que ninguém sabe. Sou essa solidão que me adora. O segredo mais oculto. A caixa de pandora. A saudade do passado, e a ansiedade do futuro.
Eu sou a verdade de viver sem medo está certo. Sou inteira não procuro uma metade. Sou tudo o que ninguém quer ser. Mas tudo o que querem viver. Só que não vivem, por medo de errar. Sou a coragem de escrever essa vil filosofia, que só os loucos entendem, pois só eles conhecem a verdade que ninguém mais vê.



Desejo ver o mar.
Existe algo melhor do que pisar descalça na areia molhada?
Dá vontade de rir, de voltar a ser criança e correr de encontro as ondas
 que estão sempre querendo abraçar, sempre buscando alcançar alguém.
Em constante movimento, nunca param, assim como a vida.
As águas azuis não são calmas. Engana-se quem pensa que são.
Águas de dias de tempestade, tortuosas, ás vezes serenas, mas nunca, calmas.
Como a união de todas as lágrimas que alguém chorou um dia, sem ninguém saber.
De alegrias... de tristezas... de saudades.
Como se o mar soubesse segredos que ninguém mais conhece,
Ou entendesse todas as verdades do universo.
Alento profundo do tempo, consolo do desconhecido.
A certeza que existe algo muito além do que ousamos imaginar.
A esperança de tantos corações á deriva nesse mundo.
O mar não me assusta, convida-me, instiga-me.
Sou atraída pela plenitude da vida estampada nas águas.
Nunca sabemos o que ele leva embora, ou o que nos traz.




sábado, 28 de março de 2015

Talvez encontrar o amor verdadeiro seja só um opção. Confiar em um sentimento, mesmo correndo o risco de se decepcionar.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Não se leve tão a sério, o que tiver que acontecer, irá acontecer, independente da sua vontade. As pessoas ficam tão envolvidas tentando impedir o inevitável e não percebem que  o mais importante é aproveitar o momento.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Se não tem certeza do seu amor. Então não diga que ama só para fazer alguém feliz. Pra essa pessoa, pode significar muito mais do que pra você.


sábado, 21 de março de 2015

O amor não tem que ser lindo, épico, ou arrebatador. O amor tem que ser verdadeiro.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015


Perdi muitos dos meus medos e outros ainda permanecem, mas não fico me atormentando por isso, faço planos confiando no dia de hoje e não tento mais adivinhar o meu futuro. Fiz as pazes com Deus, pois não me importo se ele não fornece as provas que preciso. O mais importante é ter esperança quando todas as portas se fecham. Como um calor que nos aquece nos dias  frios e nos fortalece quando nada faz sentido.Toda forma de amor é válida desde que o amor seja o sentimento que prevalece. È bom correr alguns riscos, de que outra forma poderíamos explorar tudo que a vida tem para nos oferecer? Entendi que “felizes para sempre” são minutos, instantes e momentos que acontecem e se eternizam no coração daqueles que viveram.Todos que passam em nosso caminho deixam um pouco de si e levam um pouco de nós. Não importa quem sejam ou quantas vezes iremos nos apaixonar . Pois todas as pessoas que amamos de verdade, marcam-nos para sempre.



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Algumas pessoas acreditam que não podemos alcançar as estrelas, sobrevivemos apenas no brilho intenso que elas distraidamente deixam cair sobre nós... 
Quando as estrelas caem na terra, temos que ama-las indiscriminadamente. contentar-nos em jamais descobrir o motivo de sua existência.